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Parcerias Tecnológicas

O Sirius teve como um dos seus objetivos estimular o desenvolvimento da indústria brasileira, por meio da indução de demandas de serviços, matérias-primas e equipamentos. Graças ao envolvimento das empresas brasileiras, foi alcançado um índice de nacionalização do projeto – ou seja, dos recursos investidos dentro do País – de cerca de 85%.

Somados, os diferentes tipos de parceria envolvem um universo de mais de 300 empresas brasileiras, de pequeno, médio e grande portes – sem contar aquelas envolvidas em demandas para as obras civis, que são gerenciadas pela construtora Racional Engenharia. Em meio a este universo, mais de 40 empresas trabalharam em desenvolvimentos tecnológicos especialmente para o Projeto Sirius.

WEG Motores

A WEG faz mais de 16 milhões de núcleos magnéticos para seus produtos, e o eletroímã do projeto Sirius não deixa de ser um núcleo magnético, similar ao que a gente faz. Contudo, é claro que os eletroímãs do Sirius trazem em seu bojo desafios que não são normais de nosso dia a dia.

O Sirius nos obrigou a buscar soluções que a gente nunca havia imaginado. Quando começamos a ver as necessidades técnicas para o fornecimento de eletroímãs para o projeto, percebemos que tínhamos vantagens em relação aos fornecedores do exterior. Isto é um motivo de orgulho para a WEG e mostra o alto nível técnico da indústria nacional. A grande maioria dos equipamentos necessários para o Sirius pode ser fornecido pela nossa indústria. Não é algo simples, mas o desafio obriga as empresas a buscar soluções para a inovação. Assim, a indústria se desenvolve.

A palavra que define o que sentimos por fazer parte do Sirius é orgulho. Quando a gente fala para um público que não está envolvido em um projeto desta magnitude, um acelerador de partículas parece uma coisa um pouco etérea. Porém, quando a gente começa a explicar como esse equipamento abrirá novas oportunidades para o desenvolvimento de novos medicamentos, para a indústria química, para o avanço da agricultura, as pessoas começam a perceber a importância de participar de um projeto desses, e sentem orgulho pelo desenvolvimento desta tecnologia no próprio País.

Luis Alberto Tiefensee – Ex-Diretor Superintendente da WEG Motores

Toyo Matic

A Toyo Matic atua no mercado de usinagem de alta precisão, e é responsável pelo fornecimento de niveladores dos ímãs e componentes dos monitores de posição dos feixes de elétrons nos aceleradores. As peças têm, além de formas complexas, tolerâncias muito apertadas, na ordem de três a cinco milésimos de milímetros. Isso exige muito desenvolvimento e muito esforço de nossa parte para conseguir atingir a necessidade de precisão de que o Sirius necessita para ter um bom funcionamento.

Sirius está trazendo muitos benefícios para nossa empresa, mas também para toda a sociedade brasileira, de geração de empregos, na forma de recolhimento de impostos. É muito positiva a abertura dada a empresas brasileiras no fornecimento para o Sirius. É um grande orgulho para nós da Toyo Matic poder fazer parte desse projeto histórico para a ciência brasileira.

Edvaldo Rosa – Diretor Industrial da Toyo Matic

Racional Engenharia

Toda a estratégia da Racional é pautada em atingir níveis de qualidade cada vez maiores em projetos desafiadores. E, com certeza, o Sirius é um projeto diferenciado, no Brasil e quiçá no mundo, por toda a tecnologia embarcada e toda a sua dificuldade de execução. Na Racional, costumamos dizer que, com o Sirius, nós construímos um equipamento, e não uma edificação, já que a construção tem que ter a mesma qualidade e precisão dos equipamentos que vão ser instalados dentro do prédio.

O ineditismo desse projeto elevou o patamar de todos os envolvidos. A Racional contou com vários parceiros, que foram fundamentais para que alcançássemos este patamar de qualidade, e isso se traduz no sucesso do projeto. Parceria não só dos terceiros envolvidos conosco na engenharia e na construção, mas também com o próprio CNPEM. Tenho certeza de que esse trabalho de fato elevou o padrão de qualidade da Racional e todos os parceiros envolvidos.

Eu acho que orgulho é a única palavra que eu posso levar, em nome da equipe da Racional e em nome dos parceiros. Este é um projeto para dar muito orgulho para o País e para todos os envolvidos.

Érika Matsumoto – Ex-vice-presidente da Racional Engenharia

Pi Tecnologia

A Pi Tecnologia está desenvolvendo uma tecnologia chamada Pi-Mega, que é um detector de raios X de área larga, com alta contagem de frames e com transferência de dados de alta capacidade. Nosso objetivo é obter a melhor solução de detecção em instrumentação científica do mundo para utilização no Sirius.

Eu acredito que a grande beleza de se relacionar com uma instituição como o CNPEM é a multidisciplinaridade. Você acaba aplicando seus conhecimentos em áreas que você nem imaginava que seriam possíveis. O conhecimento que nós encontramos no CNPEM e no Sirius, aliada à capacidade de engenharia e de construção que nós temos aqui, formou o ambiente ideal para que a gente conseguisse resolver problemas de alta complexidade.

Nós imaginamos esses cientistas muito distantes do mundo da indústria, mas na verdade, a gente encontrou um ambiente bem diferente, um ambiente de pessoas que conhecem fisicamente os detalhes do que estão fazendo, e que estão abertos para se conectar com engenheiros e técnicos para transformar aquilo, conjuntamente, em uma solução.

Para nós, é um grande orgulho participar de um projeto de tão alta complexidade e de ser parte do maior desenvolvimento científico da história do Brasil. É uma grande felicidade para nós, como engenheiros e como pessoas, passar em frente àquele grande monumento que é o Sirius e conseguir mostrar para os nossos filhos e nossos familiares que nós fazemos parte de algo tão grandioso.

Júlio César – CEO da Pi Tecnologia

Biotec Solução Ambiental

As cabanas de proteção radiológica garantem a saúde de todos os pesquisadores e de todos os transeuntes no entorno. Elas também viabilizam as pesquisas porque mantém o ambiente interno estável com, por exemplo, controle de temperatura com variação máxima de 0,1°C.

Nosso envolvimento no projeto de cabanas de proteção radiológica é extremamente importante, estruturante, essencial para nossa empresa. Ele está abrindo diversos outros mercados além daqueles que a gente já tinha, de sistemas de ar-condicionado especiais, biotérios e sistemas para indústrias farmacêuticas. Ele está nos capacitando a buscar outros mercados, buscar outros desafios na área de proteção radiológica, hospitalar, industrial e outros ramos.

A gente fica impressionado, fica com brilho nos olhos. Talvez o brilho de nossos olhos seja comparável ao brilho do Sirius, porque a gente sabe que uma máquina dessa vai poder dar as ferramentas para os pesquisadores alcançarem conhecimentos que a gente sequer imagina hoje em dia.

Poder participar de alguma coisa assim tão bonita, tão relevante, que pode trazer tantas transformações positivas para todos nós, isso não tem dinheiro que pague. A gente com certeza vai se lembrar desta data daqui a décadas, vai poder contar histórias, e vai ter a felicidade de ter participado com um tijolinho, com uma pequena contribuição para este orgulho da ciência do País, que é o projeto Sirius.

Moisés Costa – Diretor de Engenharia da Biotec Solução Ambiental