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Ciência

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Com instalações abertas, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) recebe anualmente cerca de 1200 pesquisadores brasileiros e estrangeiros, comprometidos com mais de 400 estudos que resultam em aproximadamente 200 artigos publicados em periódicos científicos. Confira abaixo algumas das inúmeras pesquisas que se beneficiaram das instalações do LNLS.


24 de Agosto de 2018

Imagens inéditas em 3D de neurônios em cérebros saudáveis e com epilepsia

Resultados abrem novas perspectivas para estudos de doenças neurodegenerativas e do neurodesenvolvimento

A compreensão completa do funcionamento do cérebro, de seu desenvolvimento e eventual degeneração, depende da avaliação do número de neurônios, sua organização espacial e a forma como se conectam uns com os outros. No entanto, esse estudo da arquitetura cerebral no nível de células individuais ainda é um grande desafio na neurociência.

Assim, Matheus de Castro Fonseca, do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), e colaboradores utilizaram as instalações do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) para obter pela primeira vez imagens tridimensionais em alta resolução de parte do circuito neuronal, observado diretamente no cérebro e com resolução celular.

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22 de Agosto de 2018

Novos catalisadores para a redução da poluição veicular

Pesquisa busca alternativa mais barata para a redução de poluentes  

Apesar do avanço recente na produção de veículos elétricos, e da perspectiva futura de veículos movidos a hidrogênio, a substituição da frota de veículos a combustão de combustíveis fósseis ainda deve demorar muitos anos. Enquanto isso, o número de veículos continua a crescer, e não só as políticas públicas devem ser adequadas a essa realidade, como também novas tecnologias que permitam diminuir a liberação de poluentes na atmosfera precisam ser desenvolvidas.

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16 de Agosto de 2018

Otimização de óptica para espectroscopia vibracional de infravermelho síncrotron na nanoescala

Artigo relata layout óptico para correção de aberrações típicas observadas em linhas de luz de infravermelho

A nanoespectroscopia de infravermelho representa um grande avanço na análise química, pois permite a identificação de nanomateriais através de suas assinaturas vibracionais naturais (sem marcações). Classicamente alimentado por fontes de laser, o experimento chamado de Microscopia Ótica de Varredura de Campo Próximo do tipo espalhamento (s-SNOM) tornou-se uma ferramenta padrão para investigações de propriedades químicas e ópticas de materiais além do limite de difração da luz.

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9 de Agosto de 2018

Avanço para tecnologias alimentadas pelo calor do corpo

Novo material termoelétrico apresenta grande potencial para dispositivos vestíveis, embutidos a roupas e acessórios, e outras tecnologias flexíveis

Um dos maiores desafios para o avanço de dispositivos embutidos a roupas e acessórios que sejam capazes, por exemplo, de continuamente medir e transmitir dados de sinais vitais, é a disponibilidade de energia, sem a necessidade de grandes baterias.

A partir dos chamados materiais termoelétricos – em que uma diferença de temperatura entre dois pontos do material cria uma corrente elétrica ou vice-versa – seria possível obter a energia elétrica utilizada pelo dispositivo a partir da diferença de temperatura entre a superfície do corpo humano e o ar ambiente.

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31 de Julho de 2018

Nanoeletrônica controlada pela luz

Pesquisa investiga o controle da polarização elétrica em cerâmicas ferroelétricas por meio da incidência de luz

Materiais chamados ferroelétricos tem a propriedade de manter uma polarização elétrica espontânea, reversível pela aplicação de um campo elétrico externo. Esses materiais são adicionalmente, piezoelétricos – insto é, induzem o acúmulo de cargas elétricas pela aplicação de stress mecânico – e piroelétricos –  induzem uma voltagem temporária pelo aquecimento ou resfriamento. Essas propriedades fazem dos materiais ferroelétricos úteis em diversas aplicações, como em sensores de vibração mecânica, em máquinas de ultrassom médicas, ou sensores de fogo e variações de temperatura.

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20 de Julho de 2018

Curativo nanotecnológico para ferimentos crônicos

Pesquisa desenvolve novo material para liberação controlada de óxido nítrico

A cura de um ferimento cutâneo segue um processo bastante complexo. Uma variedade de condições, incluindo doenças como o diabetes, pode fazer com que algum dos muitos fatores envolvidos na cicatrização não funcione corretamente. Dessa forma, o tecido não é capaz de se regenerar e o ferimento se torna uma condição crônica.

Ferimentos crônicos podem levar meses ou anos para finalmente se curarem – e podem até mesmo nunca se curar. Isso traz não só estresse físico e emocional para os pacientes. Ferimentos crônicos são também um problema financeiro para os sistemas de saúde como um todo.

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14 de Junho de 2018

Materiais para a eletrônica do futuro

Pesquisa investiga a formação de diferentes fases de molécula a base de bismuto em isolantes topológicos

O desenvolvimento de dispositivos eletrônicos mais rápidos e eficientes passa pelo entendimento de propriedades exóticas da matéria na nanoescala. Uma das classes de materiais que apresentam características de interesse para a indústria eletrônica são os chamados isolantes topológicos.

Isolantes topológicos são materiais com poucos átomos de espessura que se comportam como isolante nas camadas de átomos em seu interior, mas como condutor nas camadas atômicas mais superficiais. A condutividade elétrica dessas camadas superficiais é notavelmente resistente à desordem atômica causada pela presença de impurezas, o que não acontece em outros materiais.

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28 de Maio de 2018

Nanotecnologia para a Industria Têxtil

Pesquisa desenvolve novo método para tingimento com corantes naturais

Há milhares de anos, a humanidade utiliza substâncias extraídas de plantas, insetos e outros seres para dar mais cor aos tecidos, cerâmicas e outros produtos. No entanto, o uso desses corantes naturais entrou em declínio com a invenção dos corantes sintéticos na metade do século XIX. Atualmente, corantes sintéticos são utilizados nas mais diversas industrias, da têxtil à cosmética. Tanto a produção quanto utilização dessas substâncias podem levar a problemas ambientais caso não sejam devidamente degradados ou removidos dos efluentes industriais.

Por outro lado, corantes naturais são, em si, biodegradáveis, atóxicos e não prejudiciais ao ambiente. Ainda assim, por serem menos estáveis que os corantes sintéticos modernos, eles podem exigir a utilização de substâncias potencialmente tóxicas para que possam ser adequadamente fixados nas fibras dos materiais têxteis.

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11 de Maio de 2018

Nanomedicamento contra o vitiligo

Teste in-vitro bem-sucedido mostra potencial para novo tratamento

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da pigmentação da pele devido à morte de células chamada melanócitos, responsáveis pela produção da melanina. Essa doença atinge até 1% da população mundial e tratamentos atuais não são efetivos e exibem diversos efeitos colaterais.

Segundo a teoria mais aceita, a doença resulta de uma reação autoimune, isto é, da ação do sistema de defesa do corpo contra suas próprias células. Sabe-se que uma das proteínas que participa da síntese da melanina, chamada TyRP-1, também funciona como antígeno de diferenciação dos melanócitos. Isso significa que a proteína serve de dedo-duro, apontando os melanócitos para que sejam atacados pelo sistema imune. Por isso, uma possível estratégia para frustrar a progressão da doença é impedir a produção da proteína TyRP-1.

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22 de Março de 2018

A biodiversidade da Amazônia aplicada na produção de bioetanol de segunda geração

Enzima extraída de microrganismos de lago amazônico demonstra potencial no processo industrial de produção de biocombustíveis

O crescente entendimento de que a elevação na temperatura média do planeta tem sido causada pela ação humana intensificou nos últimos anos a busca por fontes de energia limpa, renovável e barata. Uma dessas fontes alternativas são os biocombustíveis da chamada segunda geração, produzidos a partir dos resíduos da agricultura, como palha e bagaço de cana, que são compostos principalmente por celulose. A produção do etanol de segunda geração, por exemplo, passa pela quebra dessa celulose em açucares mais simples com a utilização de diversas enzimas, com posterior fermentação em etanol.

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